Opinião 3

Conferimos o primeiro dia da Gamercom em Florianópolis O evento ocorre nos dias 11 e 12 de junho no Centrosul.

Para os amantes de games que moram em Florianópolis e região, está acontecendo neste final de semana e segunda edição da Gamercom, reunindo desenvolvedores, lojas e aficionados por jogos.

A primeira impressão ao se entrar na Gamercom – no Centro de Eventos Centrosul – é o crescimento do evento de sua primeira para a segunda edição. O número de participantes cresceu bastante, bem como a estrutura do evento em si.

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O evento está bem localizado e tem fácil acesso tanto para quem vem de carro quanto de ônibus e embora houvesse uma pequena fila para quem estivesse comprando seu ingresso na hora, a entrada daqueles que garantiram seu passaporte antecipadamente foi extremamente ágil. Uma coisa da qual senti falta foi de algum material inicial para quem chega no evento, com mapa do evento e cronograma das atividades – uma necessidade para quem quer saber o que está acontecendo, se organizar e participar do máximo de coisas possível.

Contando com o apoio de grandes marcas como Microsoft, Sony, Ubisoft e Warner Bros, o salão principal estava repleto de telas onde os jogadores podiam jogar diversos lançamentos do Xbox One e Playstation 4, além de testar experiências de realidade virtual. No mesmo ambiente era possível visitar os estandes com vários artigos relacionados ao mundo geek e dos games para comprar. Ali também estava o palco principal, com um telão onde rolavam os campeonatos e palestras – o grande destaque da Gamercom.

Para quem buscava informação, o sábado trouxe o youtuber Nerd Sedutor falando sobre comportamento, Paulo Souza, evangelista da Epic Games, falando sobre a unreal engine e criação de jogos, Eduardo Beziaco, professor do SENAI, falando sobre o mercado nacional e como ingressar na carreira de jogos e Fernando Sá, falando sobre todo o processo de criação do jogo Mussoumano: Ataque dos Haters.

A escolha dos temas pareceu bastante acertada. O público do evento, em sua maioria, era bem jovem, e falar a este pessoal sobre o mercado de jogos e como fazer parte dele, além de como funciona um projeto e o que faz um game designer, é uma ótima forma de mostrar que esta é uma atividade ao alcance de todos, alimentado o sonho de muitos deles de trabalhar com games e fomentando o futuro do mercado.

No domingo acontecerão outras palestras em torno do tema, como Marcello Lima falando sobre o IGDA (International Game Developers Association) e game design e Pedro Freiberger, da Cafundó Estudo Criativo, falando sobre como tirar seu projeto do papel. O segundo dia ainda contará com palestras sobre E-sports e o dia a dia de quem está no mercado competitivo dos games e também os torneios de League of Legends, StarCraft II, Street Fighter V e Naruto: Ultimate Ninja Storm 4.

A área Indie da feira era, infelizmente, bastante pequena, contando com poucos desenvolvedores e atraindo a atenção pela ausência de alguns grandes nomes de Florianópolis. O destaque ficou por conta do estande Game Developer SC, com Juliano Cristian e outros desenvolvedores atendendo ao público e compartilhando informações sobre game design e como entrar no mercado.

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Nas salas ao redor do salão principal havia uma área dedicada aos board games modernos, com venda e demonstração de jogos, e uma gamejam – evento de desenvolvimento de jogos. A primeira estava bastante movimentada, com vários jogos em andamento nas mesas e muitas pessoas se divertindo – um prato cheio para quem deseja conhecer esta tendência dos jogos de tabuleiro modernos que só cresce no Brasil. A segunda, infelizmente, contou com um baixo nível de adesão e apenas uma equipe estava participando. Tanto a Gamejam quanto a área para boardgames são adições muito bem vindas ao evento, mas a sinalização destes ambientes precisa melhorar. Sem indicativos ou um mapa do evento, cabia ao participante explorar além das paredes do salão principal para localizar estas atividades.

Para quem precisava comer algo, os ambientes para alimentação da feira estavam bem posicionados, divididos em uma área para lanches rápidos anexa ao salão principal e um ambiente maior, com mais opções, no andar inferior. Todos estavam movimentados, mas sem confusão, e foi muito tranquilo pedir e comer algo.

Um dos grandes destaques da feira foram os Cosplays e não era difícil encontrar Boba Fett, Yennefer de Vangerberg, Bayonetta e diversos outros personagens desfilando pelo evento e posando para fotos.

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A data escolhida para o evento, infelizmente, é um ponto negativo. A Gamercom acontece no final de semana que antecede a Electronic Entertainment Expo, ou E3, a maior feira de games do mundo, coincidindo com a mesma no domingo. Isto prejudica, mesmo a nível local, o foco do evento e a possibilidade de trazer novidades ou jogos ainda não lançados das grandes desenvolvedoras.

Como trata-se de uma época escassa de lançamentos – que serão apresentados no evento em Los Angeles – as empresas acabam trazendo para a Gamercom jogos que já estão disponíveis no mercado, carecendo do fator novidade para quem já possui os consoles, mas ainda atrativo para quem não tem acesso a eles ou ainda não teve a chance de conhecer lançamentos recentes como Uncharted 4 e Quantum Break.

Outro ponto a se ressaltar é a ausência de alguns desenvolvedores de destaque de Florianópolis. Em um evento como este, espera-se encontrar grandes nomes do cenário de desenvolvimento da cidade, apresentando seus jogos, conversando com o público e engrandecendo o mercado regional.

Porém, avaliando-se o quanto o evento cresceu de um ano para outro, fica a torcida de que 2017 traga uma Gamercom ainda maior e mais bacana. A ideia de fomentar o mercado de games do sul do Brasil não é só interessante, como também necessária. 2016 foi mais um ciclo para a feira, mostrando que a cada ano ela está maior e atrai mais atenção tanto do público quanto das empresas. Um mérito da organização e de todos que acreditaram na Gamercom.

Designer por profissão e gamer de coração, Raphael é apaixonado por jogos que sejam imersivos e permitam que ele se esgueire por trás de seus inimigos, eliminando-os de forma silenciosa e impiedosa.

3 Comentários

  • Emerson
    13 de jun, 2016 16:41

    Cara desculpa discordar…mas esta opinião ta com cara de comprada. Os indies este ano estava bem legais, você nem citou dois jogos shows de desenvolvedoras aqui de floripa que estavam la e atenderam super bem eu e meus filhos. A galera do jogo do Kiko Loureiro q estavam lançando uma demo e o pessoal do game infantil Lunata. Acho que vc não foi nos estandes indie não.

    • Raphael Bonelli
      13 de jun, 2016 17:01

      Oi Emerson, você tem todo o direito de discordar da minha opinião – acusá-la de comprada, daí é mais complicado.
      Em nenhum momento acusei a área indie de estar ruim – acusei-a de estar pequena. Infelizmente, ao meu ver, ela estava.

      Minha crítica – todavia – foi quanto a ausência de alguns grandes nomes de Floripa, que podiam estar ajudando a engrandecer o evento e não marcaram presença. Grandes nomes, jogos conhecidos, atraem o público e ajudam a divulgar o trabalho de nomes menores – um ciclo saudável que ajuda a alimentar todo o mercado.

      Mas fico muito feliz que você tenha encontrado no trabalho dos desenvolvedores presentes aqueles que ressonassem com você e seus filhos, pois é um indicativo de que a presença ali no evento funciona sim, tem respaldo do público, e de que mais desenvolvedores poderiam investir em participar da Gamercom. Uma prova de que posso ter errado em achar que a sessão indie não teve o destaque merecido, mas que acertei em achar que investir na Gamercom vale a pena e coloca você em conexão com o seu público.

  • Emerson
    13 de jun, 2016 17:18

    Cara eu gosto dos teus comentários e concordo q a area indie tem pouco destaque. Mas você dizer que faltou grandes nomes dos desenvolvedores indies de floripa é muito ruim. Me cita quem são os grandes desenvolvedores indies de floripa? Cara indie é neguinho suando a camisa p fazer jogo no Brasil. E vi dois desenvolvedores indies la que seus jogos são dignos de serem taxados de grandes desenvolvedores de floripa. So isso que me deixou meio cabrwiro na materia. Mas no resto concordo com você e gosto das tuas analises. Mas passou a impressão que você não passou em todas empresas indies. Valeu cara…