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BGS 2016: Sinta-se na pele do Cavaleiro das Trevas em Batman VR Saiba como é a demonstração da tecnologia Playstation VR feita pela Warner.

Feita a portas fechadas, para um número limitadíssimo de pessoas, a demonstração de Batman VR oferecia uma oportunidade com a qual toda criança e adulto já sonhou: vestir o capuz do Cavaleiro das Trevas.

Fazendo uso da tecnologia Playstation VR e a engine e modelos da série Arkham de jogos, a experiência começa colocando o jogador no corpo de Bruce Wayne, na sala da sua mansão. Utilizando dois controles PS Move como suas mãos, o jogador pode manipular elementos do cenário, como um telefone e um porta-retratos. Alfred, o fiel mordomo, chega e entrega uma chave para o patrão, que pode ser utilizada para abrir o piano. Uma vez aberto, é impossível resistir à tentação de tocar algo ou correr os dedos sobre as teclas. Isto é o suficiente para ativar a entrada da Batcaverna.

Durante os próximos minutos o jogador desce pelo elevador da Batcaverna e se equipa como o homem-morcego. Roupa, luvas, batgancho e batarangues, cada item pode ser manipulado e acessado diretamente do cinto de utilidades, visível na cintura do personagem.

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Depois de arremessar alguns batarangues, o jogador pode se enxergar, no corpo do Batman, em um espelho. É muito divertido se mexer e ver o cavaleiro das trevas replicando seus movimentos (como resistir à uma Macarena).

Finalmente, o elevador leva o jogador pelo restante da batcaverna, ampla, com morcegos voando por toda parte e uma paisagem incrível, em direção à segunda parte da demonstração.

O segundo momento da apresentação coloca o jogador em um beco para investigar a morte do Asa Noturna, utilizando seu scanner como um controle remoto para avançar ou retroceder a cena. O objetivo é visualizar a luta entre o personagem e seu oponente e encontrar momentos específicos onde ele sofre os mais graves ferimentos.

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A sensação de imersão só é quebrada quando o jogador precisa se deslocar pela cena, o que é feito olhando para pontos específicos e marcados no cenário e pressionando o botão do Move. O Batman não caminha até o local, ao invés disto, a visão simplesmente escurece e clareia novamente já na nova posição0000. Mas fora este elemento de interrupção, a sensação de investigar um crime na pele do Batman é incrível, replicando o que vimos nos outros jogos da série Arkham.

Como resultado, a demonstração serve para mostrar como experiências interessantes podem ser criadas para o sistema de realidade virtual. O acessório, assim como seus concorrentes – veja aqui nossa avaliação do HTC Vive – funcionam muito bem. Cabe agora aos desenvolvedores produzirem uma biblioteca de jogos e experiências que alimente este ecossistema e justifique a compra de equipamentos que ainda são bastante caros.

Se tudo correr como planejado, parece que o VR veio para ficar.

Designer por profissão e gamer de coração, Raphael é apaixonado por jogos que sejam imersivos e permitam que ele se esgueire por trás de seus inimigos, eliminando-os de forma silenciosa e impiedosa.