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Jump, o “Netflix” dos jogos indies Serviço promete acesso a uma ampla lista de jogos, instalação rápida e custo baixo.

Parece inevitável que, com iniciativas como o EA Access e o recente Xbox Game Pass, a indústria dos games comece a procurar novos modelos de negócio para o segmento e o bem sucedido Netflix sirva como uma constante inspiração. O serviço Jump soma-se ao grupo dos que estão buscando este modelo, mas com foco especial no mercado de jogos independentes no PC.

Com lançamento oficial quase chegando (previso para verão de 2017 no site da empresa, nosso inverno), o Jump oferece uma biblioteca de mais de 60 títulos, incluindo diversos gêneros, por um custo de 10 Dólares mensais. O usuário não precisará baixar e instalar os jogos, pois uma tecnologia chamada HyperJump permite que o título seja acessado sem exigir downloads longos ou grandes quantidades de espaço de armazenamento. Entretanto, não se trata de um serviço de streaming, pois o jogo continua sendo executado no hardware do usuário, garantindo uma experiência sem atrasos ou problemas de imagem. Ainda assim, a tecnologia parece que precisa ser melhorada, pois nosso primeiro teste exigiu mais de 20 minutos para começar o jogo.

Títulos que permitam saves na nuvem poderão ser acessados em diferentes máquinas, preservando o avanço do jogador. A empresa recomenda o uso do aplicativo do Jump, mas os jogos também podem ser acessados via browser no site PlayOnJump.com.

Para os desenvolvedores independentes, o Jump oferece uma forma de ganhar maior visibilidade para seus jogos, visto que o gigante influxo diário de títulos nos grandes serviços – como o Steam – transforma a missão de chegar ao público interessado em uma tarefa complicada. Segundo Anthony Palma – diretor da Jump – informou ao site Gamasutra, o sistema pretende dedicar 70% dos lucros aos desenvolvedores, que serão distribuídos de acordo com o tempo dedicado pelos jogadores em cada jogo.

A ideia do serviço é funcionar também como uma curadoria, priorizando a qualidade dos títulos disponíveis, ao invés da quantidade. Um sistema automatizado oferecerá ao jogador recomendações com base em suas preferências e também ajudará jogos pouco acessados a ganhar visibilidade.

O Jump está em fase beta e você pode acessá-lo através do site, que também conta com uma sessão para inscrição de jogos – para as desenvolvedoras que queiram participar do sistema.

Designer por profissão e gamer de coração, Raphael é apaixonado por jogos que sejam imersivos e permitam que ele se esgueire por trás de seus inimigos, eliminando-os de forma silenciosa e impiedosa.