Opinião PC Preview

Deep Rock Galactic Danger. Darkness. Dwarves. (Perigo. Escuridão. Anões.)

Toda a vez que vejo jogos cooperativos eu me pego pensando se vai dar certo… Deep Rock Galactic é um desses jogos que oferta uma boa experiência de jogo cooperativo.

Deep Rock Galactic é da desenvolvedora Ghost Ship Games, ainda sem títulos no repertório, mas está aliada com a Cofee Stain como publisher de alguns jogos, incluindo o hilário Goat Simulator. Ele estará disponível inicialmente para PC e XBOXONE. Para essa matéria eu joguei a versão do PC.

Desde que meu amigo Henrique me deu uma chave do jogo – no momento ele está em fase alpha fechada para convidados – eu tenho jogado umas duas vezes com ele, outras vezes com desconhecidos e muitas vezes sozinho (esse é o grande problema de alpha fechado, não tem jogadores suficientes).

A história do jogo não importa muito, porque a dinâmica dele é mineração (Minecraft? Não!) Os quatro jogadores – ou menos – estão numa base orbitando um planeta, Hoxxes IV, rico em Morkite. Esse minério extremamente raro é o motivo da exploração desse planeta, e os jogadores travestidos de anões irão ser lançados ao subsolo do planeta para coletar o recurso escasso.

Nessa base você vai fazer a seleção da sua classe, que no momento são 4 disponíveis: Engineer, Driller, Gunner e Scout (Engenheiro, Perfurador, Armeiro e Batedor). Cada uma delas possui um conjunto de armas/ferramentas diferentes, mas todas tem em comum: uma picareta, escâner, granadas e flares (tochas químicas).

Anões! Como não gostar?

Após a seleção da classe você deve verificar a região do planeta que vai explorar, isso vai determinar a dificuldade da “fase” e também as recompensas.

Visto isso você entra no que parece ser uma nave-broca gigante, que é liberada em direção do planeta e vai perfurando a superfície até chegar no local aproximado de concentração de Morkite.

Os mapas são gerados “proceduralmente”, o que transforma cada visita ao subsolo do planeta uma experiência nova. Ao ficar lá embaixo você verá… ou melhor, não verá. Obviamente o local é extremamente escuro e o que mais vai sentir falta é de fontes de luz para iluminar as cavernas. As lanternas que cada um tem ilumina apenas poucos metros à frente, então você vai usar muitos e muitos flares.

Nesse caso é bom ter um Scout como classe porque eles tem armas que atiram flares mais potentes, que permitem uma visão melhor da caverna.

Os veios de Morkite não são os únicos minerais presentes aqui – e acredito que haverá mais até o lançamento. Até onde joguei você poderá encontrar ouro, nitra e gemas. Tanto ou ouro como o nitra são usados para ganhar mais experiência no final da fase, bem como usar como moeda de troca para envio de reforços da superfície como: munição, vida, uma turreta de defesa e holofotes de luz. As gemas aparentemente te dão muita experiência pois são difíceis de encontrar.

Além dos perigos óbvios de uma caverna: buracos, erupções e gases, ainda temos uma flora e fauna bem diversificada: plantas que explodem ou que lançam tentáculos para te fisgar e aracnídeos, muitos aracnídeos. Para isso uma classe de Gunner é sempre necessária, fazendo a escolta dos mineradores – além de minerar também.

Muito tiroteio entre as minerações.

Assim que você completa a cota de Morkite necessária para a referida missão, seu “carrinho de mão automático” chamado de M.U.L.E. no jogo retorna para a perfuratriz e você tem tempo para voltar para ela também.

Mas se você é daqueles que gosta de ficar explorando o jogo, se prepare, QUALQUER parede é perfurável, basta ter paciência e fazer seu próprio caminho, para isso eu indico a classe Driller que tem duas brocas enormes para fazer túneis onde não existem.

Driller fazendo um caminho.

Os Engineers também tem o seu papel importante, fazendo plataformas para as explorações mais altas e mantendo a segurança do perímetro com torres de defesa.

A missão acaba com o “debriefing” indicando se você subiu de nível e quantos pontos de experiência ganhou, podendo usa-los para fazer upgrade no seu equipamento. Ainda na base orbital existem diversos cômodos fechados, onde pode-se ver que serão adicionados outros elementos no jogo.

Assim que comecei a jogar o jogo, achei ele bem incompleto, mas já percebi um grande avanço desde os primórdios e ainda tem muito trabalho a fazer, inclusive trabalhar um pouco com físicas diferentes, fazer ambientes menos repetitivos, etc. Seu lançamento é previsto para o ano de 2018, ainda sem data definida segundo o site oficial: https://www.deeprockgalactic.com/

O jogo no momento me satisfez com partidas casuais, que trazem bastante risadas e situações estranhas. Vale a pena tentar uma chave no site do jogo, aparentemente eles liberam para todos testarem.

Jogador de PC, tabuleiro, videogames antigos, RPG de mesa. Troca tudo por uma boa conversa com os amigos, de preferência acompanhado de boa comida!

Divertido e descontraído

O jogo é bem bacana e promete divertir muito com amigos... o jogo solo tende a ser meio estranho e ainda precisa de ajustes.

8