Análises PC Playstation Review

Abocanhe a estratégia de Tooth and Tail ou torne-se o prato principal Viva a revolução... Dos bichos.

Da empresa Pocket Watch Games vem um novo jogo de estratégia, com humor ácido e de jogabilidade fácil e ágil.

Os bichos estão em conflito. Como numa guerra civil todos pegaram em armas e se dividiram em facções: Longcoats, Commonfolk, KSR e Civilized e estão disputando por… carne! Isso mesmo, a disputa é para saber quem vai ser comido por quem.

É nesse contexto que as unidades do jogo se encaixam: guaxinins, esquilos, furões, javalis, cobras, corujas, pombas, raposas, ratos, camaleões… entre tantas outras bestas, armadas até os dentes, brigam pelo direito de comer (uns aos outros).

As unidades são uma piada a parte, cada uma com a “personalidade” do animal em questão.

Num cenário “pixel art”, lembrando revolução francesa, você passa pelas missões do modo história como o líder de cada exército, conversando com seus comandados e se divertindo com piadas infames no quartel general. Ao conversar com os personagens, cada um tem uma história para contar, que pode render uma missão.

Cada cenário de missão é delimitado numa área quadrada. Nenhum cenário é igual ao outro porque os elementos dele são gerados “proceduralmente”, tornando impossível memorizar o estágio. Nesse ambiente o jogador deve cumprir objetivos, normalmente proteger sua base ou ainda destruir a do seu inimigo: torres de defesa, locais de treinamento de unidades e por fim, moinhos de trigo.

MOINHOS DE TRIGO? Sim, o jogo se dá por causa de uma guerra por comida – carne especificamente – mas durante as fases acontece o que o jogo chama de mágica alquímica, onde porcos cuidam da plantação de trigo e “transformam” isso em carne – bem óbvio né?

Destrua o moinho inimigo e quebre sua fonte de alimento!

Você controla apenas uma unidade: o seu comandante. Ele não tem habilidades ofensivas, ele serve para você dar ordens para seus subordinados e construir as edificações. Seu moinho de trigo e suas plantações são importante fonte de comida, com ela você vai construir e treinar unidades.

As construções servem tanto como bases de treinamento de unidades como também seu limitador máximo de unidades daquele tipo. Uma vez colocada, a construção vai treinar unidades até o máximo, retirando seus recursos do estoque de comida. Não existe micro gerenciamento, apenas batalhas sangrentas por carne!

Programando um ataque com meus esquilos bêbados

O seu comandante pode chamar as unidades para perto dele (todas de um tipo ou todas sob seu controle), e elas costumam atacar automaticamente, com comandos simples de entender e descomplicados.

As missões costumam durar de 10 a 20 minutos, e justamente por serem rápidas deixam o jogo bem dinâmico para partidas entre dois jogadores, pela internet ou localmente com tela dividida. Ou ainda se divertir jogando o modo história com muito humor.

Por essa característica de um jogo mais rápido, pode desagradar os fãs de estratégias densas e mais complexas. As ordens para as unidades separadas ainda podem atrapalhar mais que ajudar. O mouse não serve para quase nada durante o jogo, o que também pode gerar estranheza.

Entretanto mostra que veio para ser jogado de forma descontraída, para quem não tem muito tempo para jogar partidas muito longas. Rende gargalhadas com certeza e tem alguma crítica ao consumo de carne, ou talvez esteja enganado.

Disponível para PS4 e PC – para essa resenha foi utilizada a versão para PC.

Jogador de PC, tabuleiro, videogames antigos, RPG de mesa. Troca tudo por uma boa conversa com os amigos, de preferência acompanhado de boa comida!

Partidas rápidas e risadas

O jogo traz uma história bacana com a sacada de um RTS dinâmico, tanto para seu modo história como no multi jogador.

7