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Review – South Park: A Fenda que Abunda Força O RPG do politicamente incorreto está de volta... maior e melhor!

Falem o que quiser sobre o humor de South Park. Ele é agressivo, ele é exagerado, ele bate em minorias… mas, assim como no desenho, os produtores atiram em todo mundo e parecem não se importar com isso. Em “A Fenda que Abunda Força” (possivelmente a melhor localização de um título de jogo que já vimos por aqui) nada é diferente. O humor agressivo se faz presente em TODOS os momentos e atinge a todos de alguma forma. Sexo, gênero, opção sexual, raça, credo, política, sulistas americanos, classes sociais… nada escapa do humor ácido que se mostra cada vez mais SJW (Social Justice Warrior, ou Guerreiro da Justiça Social, em uma tradução livre) por mostrar os males aos quais ainda somos expostos em pleno século 21.

Disto isso, vamos ao jogo…

Ao selecionar a dificuldade a primeira porrada na cara que o jogo te dá: sua cor define a dificuldade do jogo, quanto mais escura a sua pele, mais difícil.

A Fenda que Abunda Força é o segundo RPG da série, o primeiro foi The Stick of Truth (que não foi localizado pela Ubisoft), e A Fenda é maior e melhor que The Stick of Truth em todos os aspectos. A jogabilidade está mais fluída, as animações não tem os problemas do jogo antigo e agora existem mais classes e mais personagens para jogar.

Você, novamente, é o Novato. Uma criança que acaba de se mudar para a vizinhança de Cartman e seus amigos. E ao sair de casa para brincar você se depara com uma legítima batalha campal. Duas facções brigam pelo domínio da rua e logo você é colocado para mostrar suas habilidades no campo de batalha. Logo você percebe que peidar é sua principal arma e em poucos momentos você já é chamado de Sentinela Peidorrento. Sua fantasia? Você pode escolher e são muitas! Mesmo!

A história se desenvolve da melhor forma que o humor ácido pode permitir e muitas aparições durante o jogo foram surpresa para a minha pessoa, já que não assisto ao desenho há tempos. Jesus Cristo, Morgan Freeman e Papai Noel são alguns deles… ri horrores em vários momentos. No começo eu até me sentia culpado por rir de algumas coisas, mas deixei o clima do jogo me levar e acabei gargalhando algumas vezes durante as minhas 27 horas de jogo. Sim… fiz todos os troféus (exceto o de dificuldade, pois quando fiquei sabendo dele já tinha mais de 10 horas de jogo).

O jogo conta com o Guaxigram (uma espécie de Instagram) onde você deve postar selfies com os personagens do jogo, a maioria deles pede algo em troca da foto, e algumas missões saem daí. Outras são colecionáveis como uma série de quadros yaoi (desenhados em estilo mangá, normalmente retratando casais), ou encontrar todos os gatos do Al Gayzão… mas o mais engraçado mesmo é o de cagar em todas as privadas disponíveis no jogo. O ato de ir fazer o número 2 se tornou um minigame no jogo e é dos mais divertidos, contando com 4 níveis de dificuldade… eu ri muito em vários momentos desses minigames pois a cada “sentada” você gera um item de Risco Biológico com nomes como “Mamba Negra”, “Rabo de Macaco” ou “Burrito de Toba”… infame!

Também existem problemas em South Park, notamos falta de sincronismo de legendas e fala em momentos diversos durante o jogo, possivelmente um patch pode corrigir isso. E, por ser um RPG com história fechada e por turnos, o fator replay é inexistente.

O veredito: o jogo é imperdível para fãs da série, pode ser considerado um excelente jogo para quem não é fã, mas deve ser evitado por pessoas que se ofendem com piadas agressivas demais. É um jogo do car@&%* mas não é pra qualquer um.

South Park: A Fenda que Abunda Força, da Ubisoft, foi lançado no dia 17 de outubro para Xbox One, Playstation 4 e PC. Pode ser encontrado nas lojas digitais com preço de R$199,90 para os consoles e R$159,90 para PC. A versão para Xbox One inclui um código para download do primeiro jogo da série, South Park: The Stick of Truth. Versão testada: Xbox One. Cópia enviada pela Ubisoft Brasil.

Jornalista, pai do Joaquim, marido da Carol, gamer… realizando um sonho aqui no Doze Bits!

Um jogo f*d@ pra c@r@l#*!

Prós: - História louca e envolvente. - Piadas insanas e pesadas. - Morgan Freeman, Jesus Cristo, Padres Pedófilos e Papai Noel. Contras: - Falta de sincronismo de voz e legendas em alguns momentos. - Fator replay zero. - Muitos e muitos e muitos palavrões... tire as crianças da sala.

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