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Review: Call of Duty WW2 O bom e velho Call of Duty está de volta... e com zumbis!

Todo ano a Activision nos apresenta uma promessa de um Call of Duty que nos levará de volta aos anos dourados da série. Isso tem sido uma falha crítica nos últimos anos com os não tão bons Infinite Warfare e Black Ops III… WW2 acerta a mão e traz tudo aquilo que esperávamos de um novo Call of Duty.

A campanha é, provavelmente, o ponto alto de WW2. Eu esperava que os horrores da Segunda Guerra fossem mostrados e não me decepcionei. As 10 missões de WW2 retratam, com bastante violência, alguns dos grandes momentos da Segunda Guerra Mundial, você está na pele de um jovem americano do interior, que acabou indo para a guerra com o Primeiro Grupo de Infantaria. Mas Daniel (seu personagem) se mostra um grande coringa e luta tanto na linha de frente como nas trincheiras com sua sniper. E embora você veja apenas o lado dos Aliados durante a guerra, você irá atravessar as praias da Normandia no Dia D, passará por Paris (numa das melhores fases de jogos de guerra já lançados) até encurralar as forças alemãs e vencer a guerra.

Algumas mudanças são fáceis de serem percebidas: WW2 bebe da fonte de alguns jogos novos como Doom e você não recupera mais a sua energia apenas esperando escondido, você necessita de kits médicos. Isso me fez passar por maus momentos no começo do jogo, até entender o funcionamento dessa “nova” estratégia. Além disso, como os kits médicos podem ficar escassos em alguns momentos, eu passei a jogar com mais cuidado e prestar mais atenção à cada nova esquina encontrada no jogo. Em alguns momentos, o médico do seu esquadrão acaba sendo uma grande ajuda te fornecendo os kits, em outros ele simplesmente não tem os kits ou não está ao seu lado para te ajudar. Preste bastante atenção nesse detalhe. O mesmo vale para munição.

Para evitar spoilers, posso dizer que algumas partes da guerra foram suprimidas, mas grande e violenta parte dela está retratada nas 7 horas, aproximadamente, que ela me levou para ser concluída.

O multiplayer é como deveria ser. Sempre. Rápido, frenético e difícil. E sem pulo duplo, caminhar nas paredes e armas futurísticas. Estamos falando da segunda guerra, de armas que atiram e que precisam ser recarregadas, de granadas de fragmentação, de fumaça…

São 5 categorias diferentes que podem ser desbloqueadas com o aumento do nível do jogador. Recomendo que você passe pelas 5 para testar e depois se aprofunde na que mais gostar para desbloquear as armas e perks disponíveis para a classe escolhida.

Os mapas, em geral, são pequenos mas abrigam perfeitamente todos os tipos de jogadores: runners (aqueles caras que ficam correndo o tempo todo atrás das vítimas e que também morrem bastante), gunners (aqueles que preferem o combate de média distância com fuzis e metralhadoras) e os campers… ops, snipers (que preferem ficar escondidos no cenário e matar suas vítimas à longa distância).

A Sledgehammer sabiamente eliminou o lobby de espera para a próxima partida e criou um ambiente chamado Quartel General, onde você pode fazer diversas coisas enquanto aguarda sua próxima partida: abrir caixas de loot, jogar jogos antigos da empresa como Pitfall 2, testar armas, interagir com alguns NPCs… talvez seja o fim do lobby como conhecemos. Uma grande sacada. Tanto quanto outros jogadores poderem ver você abrindo as suas caixas de loot… isso é bem legal também. Ah… e todos os drops das caixas são cosméticos. As novas armas e perks são abertos jogando. Nada de pagar para vencer aqui.

O modo zumbis está um pouco diferente dos anteriores e agora não consiste apenas em matar hordas e mais hordas de zumbis. Em alguns momentos você deve fugir para ativar geradores, destravar armas e descobrir os próximos passos através de pinturas nas paredes. É bastante interessante e deve ficar ainda melhor jogando com amigos. Alguns “jump scares” estão garantidos aqui.

No geral, Call of Duty WW2 cumpre totalmente a proposta da Actvision de ser um grande jogo e muito melhor que seus antecessores, mas ainda peca em alguns detalhes que sempre estão presentes na franquia como a comunidade tóxica e incontrolável (fui xingado por diversas vezes enquanto jogava com outros jogadores na PSN, geralmente crianças cujos pais não estão trabalhando na sua educação como deveriam). Faz parte! Ou não!

Call of Duty WW2 foi lançado no dia 03 de novembro pela Activision para PS4, Xbox One e PC. Tem preço sugerido de R$229 para os consoles e de R$199 para PC. Versão testada neste review: PS4. Gentilmente cedida pela assessoria da Actvision no Brasil.

 

 

Jornalista, pai do Joaquim, marido da Carol, gamer… realizando um sonho aqui no Doze Bits!

O bom e velho Call of Duty volta aos holofotes

É Call of Duty... e é raíz! Todo o sangue e violência da Segunda Guerra Mundial retratado de forma muito boa.

10

1 Comentário

  • pedrosmr
    10 de nov, 2017 15:35

    Esse novo COD é o primeiro que me chamou a atenção em muito tempo! Fui MUITO viciado no MW, Black Ops 1, MW2, Black Ops 2 e MW3, depois disso começaram os futuristas e fugi um pouco da franquia.

    Nesse meio tempo, joguei um monte do The Last Of Us e, no último ano, o Battlefront 1.

    Ainda não comprei WW2, apesar das boas reviews que ele vem recebendo, porque já encomendei o Star Wars Battlefront 2 na pré-venda e tenho certeza que seria muito difícil dividir o tempo que tenho pra jogar entre esses dois grandes.

    Mas certamente mais pra frente pegarei o COD também!

    Parabéns pela review, galera! \o/