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Review – Starlink: Battle for Atlas Os jogos com brinquedos físicos voltam à moda... ou não!

Os brinquedos físicos que ganham vida nos jogos já fizeram muito sucesso. Jogos como Disney Infinity, Skylanders e Lego Dimensions foram, por algum tempo, a grande febre nos videogames e nos colecionáveis. Era comum encontrar crianças carregando as miniaturas dos jogos por todos os lugares onde se andava. Era. A moda morreu tão rápido quanto apareceu e, agora, anos depois, a gigante francesa Ubisoft parece acreditar no retorno desses brinquedos com o lançamento de Starlink: Battle for Atlas, que foi às lojas no dia 16 de outubro juntamente com uma série de naves, personagens e armas intercambiáveis. Mas… será que ainda existe espaço para essa forma de jogar?

A história gira em torno do sequestro do líder de sua frota pela “Legião Esquecida”. Grax, o chefão da Legião Esquecida, invade a Equinox, a nave-mãe da Aliança, e leva o Comandante St. Grand como refém. A Legião Esquecida tem interesse em um novo e poderoso combustível, o Nova, que está sendo desenvolvido por St. Grand e que poderá mudar a forma como a frota da Aliança se move pelo espaço. Nesse mesmo ataque, a Legião Esquecida derruba o sistema que faz com que as naves da Aliança possam se mover através de Atlas, o sistema estelar de Starlink.

Você pode controlar diversos personagens da Aliança, com destaque para Calisto da Silva, o brasileiro da frota e também, na versão lançada para Switch, Fox McCloud… sim, a raposa do clássico Star Fox! Não falarei muito sobre a entrada da equipe de Star Fox para evitar possíveis spoilers, mas eles estão no jogo para ajudar a Aliança e para serem ajudados pela mesma na luta contra seu nêmesis, Wolf.

O jogo conta com muitos aspectos interessantes de exploração de planetas, missões para coletar recursos, melhoramentos para as naves, bem ao estilo de No Man’s Sky em alguns momentos, mas… será que essa fórmula funciona para Starlink? Temos dúvidas!

Assim como em No Man’s Sky, Starlink: Battle for Atlas comete pecados por excesso de repetição. As missões são sempre MUITO parecidas e você sempre está procurando melhorias, recursos e aliados para se preparar para a grande batalha final contra a Legião Esquecida para resgatar St. Grand e impedir que os inimigos tenham em suas mãos a forma de preparo do Nova. Construir as torres nos planetas para que o sistema Starlink volte a funcionar é uma das tarefas mais recompensadoras e chatas do jogo. E você deve repetir a fórmula por 7 outros planetas até que a rede esteja completa. Um verdadeiro mar de repetição, exceto pela primeira vista de cada planeta, que tem criaturas novas e tratamento visual diferenciado em relação aos outros. Essa é a melhor parte do jogo.

Mas claro que existem os brinquedos… sim, os brinquedos são de qualidade excelente, parecem peças bem resistentes, e devem ser, e são muito bem projetados para encaixar na base que vai no controle. Ao trocar peças das naves, elas simplesmente aparecem na tela e passam a ser usadas naquele momento. O melhor disso tudo é que você não precisa comprar todos os brinquedos para ter o jogo completo, já que a Ubisoft fez questão de deixar os brinquedos como opcionais ao jogo. Colecionadores adoraram a ideia, já que muitos desses itens devem ser poupados de desgastes desnecessários.

Ainda sobre os brinquedos, Starlink acaba sendo uma boa pedida na versão Deluxe do jogo, que contém todos os sets de naves digitalmente, ou seja, você pode jogar o jogo completo, com todas as naves, acessórios e personagens mesmo sem ter todos os brinquedos.

De toda forma, o jogo tem entre 10 e 12 horas de campanha, com uma ou outra sidequest incluída para aumentar o tempo de jogo. Se você comprar a versão Deluxe, o tempo de jogo pode até dobrar devido ao conteúdo extra que foi lançado junto com o jogo (particularmente, eu odeio isso pois fica parecendo que o jogo foi lançado pela metade).

No fim das contas, Starlink: Battle for Atlas é um jogo indeciso onde você pode ou não fazer uso dos brinquedos para jogar, com algumas experiências divertidas, porém muito repetitivas, de exploração e coleta de itens em um mundo aberto e que pode agradar alguns jogadores… mas certamente será odiado por outros.

Testamos Starlink: Battle for Atlas em um Xbox One X, com cópia de review enviada pela Ubisoft. O jogo foi lançado em 16 de outubro com preço sugerido de 199,90 reais nas plataformas Xbox One e PS4. A versão de Nintendo Switch custa 60 dólares na Eshop americana. Bundles com os brinquedos chegam a custar 600 reais aqui no Brasil.

Jornalista, pai do Joaquim, marido da Carol, gamer… realizando um sonho aqui no Doze Bits!

Não empolgou!

Starlink tinha tudo para ser a volta triunfante dos brinquedos físicos aos jogos eletrônicos, mas não consegue empolgar e vai para a categoria de jogos medianos que vamos esquecer em breve!

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