
A Dream Games – desenvolvedora do shooter Operation Caucasus – distribuiu recentemente várias chaves de acesso antecipado para seu jogo. Mas quando um jogador com o característico avatar colorido que demonstra apoio às causas LGBT solicitou uma, a empresa respondeu com uma mensagem simples: “Não apoiamos a causa LGBT, apenas f*da-se.”
Esta troca rápida de mensagens foi postada como parte de um review negativo do jogo no Steam (você precisa possuir o jogo para postar um review, então o jogador utilizou a chave de um amigo). “Se você acha que a homofobia deste desenvolvedor deve ficar clara para todos, marque este review como útil, para que ele fique no topo. Obrigado”, escreveu o usuário ||B.r.|| niveadc.
Utilizando a conta oficial da empresa, um desenvolvedor respondeu: “Nunca apoiaremos o LGBT. Não somos um brinquedo. Este é nosso livre arbítrio. Não precisamos do dinheiro deles ou do seu, se você apoia causas LGBT. Não gostou de nossa decisão? Você pode marcar este jogo. É seu livre arbítrio.” A mensagem continua neste mesmo tom.
A Kotaku solicitou uma resposta da Dream Games, mas não obteve qualquer comentário da empresa. Por sua vez, o jogador recebeu bastante apoio em seu review: “Jogos são para todos,” diz um dos comentários. “O prazer de jogar não deve estar limitado a pessoas que não sejam gays, negros, mulheres ou qualquer outro grupo que sofra preconceito. É importante que os desenvolvedores saibam disto e respeitem as diferenças.”
Esta não é a primeira polêmica envolvendo a Dream Games e o jogo Operation Caucasus, que já havia sido lançado previamente no Steam no final de março, custando o preço de um jogo completo (US$ 9), apesar de declarar-se como um “demo”. Alguns dias depois, o valor caiu para US$ 1, para então – logo após – ser totalmente removido. Na ocasião, a empresa disse que o lançamento havia sido um acidente e que o projeto seria postergado e adotaria um sistema de episódios.
Mais tarde, a empresa publicou um pedido de desculpas oficial no Facebook, dizendo: “A Dream Games sente muito pela situação atual. Demitimos o editor e o diretor de gerenciamento da equipe. Iremos nos certificar de que situações como esta nunca mais aconteçam.”
Fonte: Kotaku