{"id":3692,"date":"2018-08-11T09:02:14","date_gmt":"2018-08-11T12:02:14","guid":{"rendered":"http:\/\/dozebits.com.br\/?p=3692"},"modified":"2018-08-13T14:28:49","modified_gmt":"2018-08-13T17:28:49","slug":"revisitando-the-witcher-3-wild-hunt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dozebits.com.br\/index.php\/2018\/08\/11\/revisitando-the-witcher-3-wild-hunt\/","title":{"rendered":"Revisitando The Witcher 3: Wild Hunt"},"content":{"rendered":"<p>Apesar de uma lista da vergonha cada vez mais longa \u2013 e que ficar\u00e1 ainda maior com a enxurrada de bons jogos que nos espera em setembro e outubro \u2013 algo me levou a colocar The Witcher 3: Wild Hunt (agora, a <em>Complete Edition<\/em>) novamente no console. Come\u00e7ou com a desculpa de que eu queria apenas ver o jogo rodando em resolu\u00e7\u00e3o mais alta e HDR na nova TV, mas acabou com v\u00e1rias dezenas de horas dedicadas a uma nova platina do jogo \u2013 mesmo j\u00e1 tendo platinado a vers\u00e3o de lan\u00e7amento.<\/p>\n<p>Confesso que valeu cada minuto dedicado, pois com a revisita a este excelente trabalho da CD Projekt Red nos anos finais do Playstation 4 e Xbox One n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil afirmar que The Witcher 3 \u00e9 um dos jogos que define esta gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h2>Evolu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o revolu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Estamos vivendo encerramento de uma gera\u00e7\u00e3o de consoles que soa mais como uma evolu\u00e7\u00e3o \u2013 consoles mais poderosos, mas sem grandes inova\u00e7\u00f5es na forma de jogar (as grandes novidades, por sua vez, muito mais focadas em servi\u00e7os). Dentro deste cen\u00e1rio, The Witcher 3 representa exatamente a evolu\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria dos jogos de mundo aberto, um g\u00eanero que cresceu fortemente desde o Playstation 3\/Xbox 360.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3694 lazyload\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" data-src=\"http:\/\/dozebits.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Velen_9.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"366\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/dozebits.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Velen_9.jpg 650w, https:\/\/dozebits.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Velen_9-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/p>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o passada \u2013 com t\u00edtulos como GTA V, Red Dead Redemption, Prototype, Infamous e toda a s\u00e9rie Assassin\u2019s Creed \u2013 viu o g\u00eanero <em>open world<\/em> crescer rapidamente. Mundos cada vez maiores oferecendo um gameplay com mais dura\u00e7\u00e3o. Mas, como no paradoxo do queijo su\u00ed\u00e7o \u2013 onde quanto mais queijo, mais buracos, ent\u00e3o quanto mais queijo, menos queijo \u2013 o crescimento dos cen\u00e1rios ajudou a enfatizar os problemas recorrentes: mundos vazios, miss\u00f5es gen\u00e9ricas, narrativas superficiais e a \u00eanfase em atividades repetitivas e ma\u00e7antes.<\/p>\n<blockquote><p><em>Um dos \u00e1pices deste paradoxo do queijo su\u00ed\u00e7o da gera\u00e7\u00e3o anterior aconteceu em Elder Scroll: Skyrim, quando o anunciado \u201csistema de miss\u00f5es infinitas\u201d n\u00e3o era nada mais que um gerador aleat\u00f3rio de \u201cv\u00e1 ao ponto X, mate o monstro Y e volte para buscar seu dinheiro\u201d e o quanto isto denunciava que muitas das miss\u00f5es n\u00e3o infinitas nestes jogos pareciam terem sido criadas pelo mesmo sistema.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>A CD Projekt Red apostou n\u00e3o apenas em um mundo enorme para The Witcher 3, mas em povo\u00e1-lo e torna-lo cr\u00edvel, definindo ent\u00e3o um novo patamar de refer\u00eancia para jogos de mundo aberto.<\/p>\n<h2>Uma fantasia na qual se pode acreditar<\/h2>\n<p>Embora seja vasto e apresente cidades, florestas, plan\u00edcies e montanhas, o mundo de The Witcher 3 \u00e9 \u2013 acima de tudo \u2013 coerente. Nas m\u00e3os do artista de ambiente Kacper Niepok\u00f3lczycki, o cen\u00e1rio que compreende as regi\u00f5es de Velen, Oxenfurt, Novigrad, Pomar Branco e Skellige (al\u00e9m do ducado de Toussaint, na expans\u00e3o Blood &amp; Wine) parece algo sa\u00eddo do mundo real ou dos livros de geografia.<\/p>\n<p>A aten\u00e7\u00e3o aos detalhes \u00e9 \u00edmpar, principalmente no que se refere \u00e0 transi\u00e7\u00e3o entre cada regi\u00e3o. Rios cortam plan\u00edcies e em suas margens podemos ver a areia e a rocha erodida por s\u00e9culos. O caminho at\u00e9 grandes cidades o leva atrav\u00e9s de fazendas que alimentam o com\u00e9rcio e zonas pobres e perif\u00e9ricas que se formaram al\u00e9m dos muros. A floresta vira um p\u00e2ntano onde voc\u00ea pode encontrar as m\u00e1quinas de guerra abandonadas no conflito entre os ex\u00e9rcitos da Red\u00e2nia e Nilfgaard. Os grandes pontos de refer\u00eancia \u2013 a \u00e1rea mais alta da cidade de Novigrad ou a \u00e1rvore retorcida na Montanha Careca \u2013 est\u00e3o sempre no horizonte, ajudando o jogador a se posicionar naquela vastid\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3695\" aria-describedby=\"caption-attachment-3695\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3695 size-full lazyload\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" data-src=\"http:\/\/dozebits.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Pomar-Branco.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"365\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/dozebits.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Pomar-Branco.jpg 650w, https:\/\/dozebits.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Pomar-Branco-300x168.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3695\" class=\"wp-caption-text\"><em>Mundo, mundo, vasto mundo.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Mais do que isto, nada parece estar ali ao acaso. Pequenos detalhes, como uma casa abandonada, um criminoso enforcado ou dois esqueletos em uma cama, contam pequenas hist\u00f3rias sobre aquele mundo.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o foi apenas no design do mundo que The Witcher 3 causou uma evolu\u00e7\u00e3o no g\u00eanero. Foi, principalmente, no papel do jogador neste cen\u00e1rio.<\/p>\n<h2>Sem miss\u00f5es de entrega<\/h2>\n<p>Com narrativas muitas vezes superficiais, jogos de mundo aberto s\u00e3o inflados com miss\u00f5es paralelas e atividades para o jogador. Corridas do ponta A ao B, busca por itens escondidos e pedidos de socorro s\u00e3o repetidos \u00e0 exaust\u00e3o para justificarem mais 30 ou 50 horas de jogo.<\/p>\n<p>Em entrevista ao site <a href=\"https:\/\/goo.gl\/UGaHmc\">PC Games N<\/a>, Patrick Mills \u2013 designer de quests da CD Projekt Red e ex-Obsidian \u2013 definiu algumas filosofias sobre as quais as miss\u00f5es para o bruxo Geralt foram constru\u00eddas: sem miss\u00f5es de entrega, toda miss\u00e3o precisa contar uma hist\u00f3ria, n\u00e3o tenha medo do di\u00e1logo e n\u00e3o subestime o seu p\u00fablico.<\/p>\n<p>Com isto em mente, The Witcher 3 baniu completamente qualquer miss\u00e3o do tipo \u201cpreciso que voc\u00ea me traga 5 peles de lobo\u201d. Ao inv\u00e9s disto, cada miss\u00e3o no jogo \u00e9 uma pequena hist\u00f3ria em si, muitas vezes interligada com outros eventos e personagens, com suas pr\u00f3prias tramas e reviravoltas.<\/p>\n<p>Como resultado, algumas das miss\u00f5es secund\u00e1rias do jogo s\u00e3o mais interessantes que as narrativas principais de outros t\u00edtulos do g\u00eanero. Qualquer jogador de The Witcher 3 sabe listar de cor suas pequenas hist\u00f3rias favoritas e at\u00e9 mesmo as mais curtas \u2013 como a senhora que pede para o Geralt enterrar sua alian\u00e7a no t\u00famulo de seu falecido marido \u2013 oferecem reviravoltas t\u00e3o tocantes ao ponto de torn\u00e1-las inesquec\u00edveis.<\/p>\n<p>O Bar\u00e3o Sanguin\u00e1rio, o bruxo da escola do gato e a vila ensanguentada, a feliz noiva morta no po\u00e7o em Pomar Branco (que se liga com uma tr\u00e1gica hist\u00f3ria de amor entre o filho do bar\u00e3o local e um ca\u00e7ador), as bolas do grande Reginald e a impag\u00e1vel miss\u00e3o envolvendo um ch\u00e1 de ervas e o Carpeado s\u00e3o apenas alguns dos cl\u00e1ssicos inesquec\u00edveis encontrados no jogo.<\/p>\n<h2>Legado<\/h2>\n<p>The Witcher 3 deixa legados para esta gera\u00e7\u00e3o e define uma nova r\u00e9gua com a qual jogos de mundo aberto ser\u00e3o medidos. T\u00edtulos mais recentes, como Mad Max ou Middle Earth: Shadows of War, que seriam considerados bons jogos at\u00e9 o in\u00edcio desta gera\u00e7\u00e3o, agora soam repetitivos e vazios, at\u00e9 mesmo velhos e ultrapassados (de uma forma n\u00e3o nost\u00e1lgica), eu diria.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3697\" aria-describedby=\"caption-attachment-3697\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3697 size-full lazyload\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" data-src=\"http:\/\/dozebits.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Mad-Max_20180520195501.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"366\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/dozebits.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Mad-Max_20180520195501.jpg 650w, https:\/\/dozebits.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Mad-Max_20180520195501-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3697\" class=\"wp-caption-text\"><em>O mundo de Mad Max \u00e9 um grande e tedioso vazio.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Por outro lado, deixa sua marca naqueles que buscaram beber desta evolu\u00e7\u00e3o, como Horizon: Zero Dawn, que tamb\u00e9m busca um mundo mais atraente e relacion\u00e1vel, com menos atividades repetitivas e ma\u00e7antes, ou Assassin\u2019s Creed: Origins, que revitaliza a franquia aplicando muito da filosofia de The Witcher 3 \u2013 narrativas interessantes, elementos de RPG e deixando de lado os infind\u00e1veis colecion\u00e1veis espalhados pelo mundo \u2013 em sua j\u00e1 incr\u00edvel capacidade de recriar cen\u00e1rios e momentos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Em uma gera\u00e7\u00e3o focada na evolu\u00e7\u00e3o, The Witcher 3: Wild Hunt for\u00e7a outras desenvolvedoras a reinventarem seus t\u00edtulos e franquias e deixa claro que mundos gigantes n\u00e3o s\u00e3o um diferencial quando eles s\u00e3o vazios, inertes e repetitivos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3696\" aria-describedby=\"caption-attachment-3696\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3696 lazyload\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" data-src=\"http:\/\/dozebits.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Assassins.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"366\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/dozebits.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Assassins.jpg 650w, https:\/\/dozebits.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Assassins-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3696\" class=\"wp-caption-text\"><em>Assassin&#8217;s Creed: Origins foi um dos jogos influenciados por The Witcher 3.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h2>Raiz, nutella e futuro<\/h2>\n<p>The Witcher 3 n\u00e3o \u00e9 o jogo perfeito, principalmente se considerarmos o seu lan\u00e7amento, quando o invent\u00e1rio era lento e confuso, o Geralt se movia como se estivesse pisando em sab\u00e3o e o sistema de peso transformava o microgerenciamento em um estorvo.<\/p>\n<p>Rejog\u00e1-lo mostra o trabalho da CD Projekt Red em dar o seu melhor ao jogo, corrigindo-o v\u00e1rias vezes, absorvendo o feedback dos jogadores e trazendo melhorias que o tornam muito mais prazeroso \u2013 at\u00e9 d\u00e1 para afirmar que eu platinei o The Witcher Raiz e agora o The Witcher Nutella (ao qual eu prefiro, sem saudosismo ou purismo para os problemas). Al\u00e9m disto, voltar aquele mundo permitiu que eu conectasse alguns pontos, algumas miss\u00f5es e algumas cartas encontradas no cen\u00e1rio de um modo que teria sido imposs\u00edvel na primeira vez, ressaltando o qu\u00e3o incr\u00edvel \u00e9 o trabalho por tr\u00e1s da cria\u00e7\u00e3o deste universo t\u00e3o coeso e rico.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3698\" aria-describedby=\"caption-attachment-3698\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3698 lazyload\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAAAAACH5BAEKAAEALAAAAAABAAEAAAICTAEAOw==\" data-src=\"http:\/\/dozebits.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/WitcherThumbs.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"361\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/dozebits.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/WitcherThumbs.jpg 650w, https:\/\/dozebits.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/WitcherThumbs-300x167.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3698\" class=\"wp-caption-text\"><em>Adeus, Geralt&#8230; mas eu devo voltar para repetir as expans\u00f5es antes da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o chegar.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>O desenvolvimento de jogos \u00e9 um ciclo de absor\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o e espero que, se um dia a CD Projekt Red retornar ao universo de The Witcher, ela tamb\u00e9m seja influenciada por aquilo que veio depois dela (por favor, ao menos o sistema de montaria, muito superior, de Assassin\u2019s Creed: Origins, que permite que voc\u00ea aproveite muito melhor o cen\u00e1rio, ao inv\u00e9s de ficar brigando com o seu cavalo), assim como espero que Cyberpunk 2077 inspire-se em grandes t\u00edtulos que vieram antes dele (Deus Ex, Prey, que tal?). Pois \u00e9 este sistema de retroalimenta\u00e7\u00e3o que nos trar\u00e1 t\u00edtulos cada vez mais incr\u00edveis.<\/p>\n<p>Agora, que venha a minha lista sempre crescente de jogos! Eu j\u00e1 reli os ensinamentos do tio Vezemir e n\u00e3o tenho medo de enfrent\u00e1-la!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de uma lista da vergonha cada vez mais longa \u2013 e que ficar\u00e1 ainda maior com a enxurrada de bons jogos que nos espera em setembro e outubro \u2013 algo me levou a colocar The Witcher 3: Wild Hunt (agora, a Complete Edition) novamente no console. 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