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Review: Paw Patrol – Mighty Pups Save the Adventure Bay

Revisar um jogo que é direcionado para um público específico é, provavelmente, uma das coisas mais difíceis de se fazer nesse mundo do jornalismo de games, mas quando você tem a ajuda certa, parece que tudo fica muito mais fácil e divertido. E é com essa pegada que eu e meu filho Joaquim, de 7 anos, vamos falar de Patrulha Canina – Os filhotes salvam a Baía da Aventura, a segunda jornada dos filhotes em jogos de videogame, que chegou aos consoles Playstation, Xbox e Switch, além do PC via Steam! No Brasil, o jogo recebeu cópias físicas para Playstation e Xbox.

Uma das grandes novidades, e certamente a que mais agradou aqui em casa, é a possibilidade de jogar cooperativamente com dois controles. Cada jogador assume o comando de um dos filhotes durantes as fases, e dessa vez você pode jogar com todos eles (Chase, Marshall, Rubble, Skye, Rocky, Zuma e as novidades Everest e Tracker, que não estavam no primeiro jogo da franquia. A primeira reação do Joaquim foi dizer “Uau… tem todos os filhotes dessa vez! Que legal!”. E realmente é! A história trata de um cometa que caiu na Baía da Aventura e ao tentar retirar o cometa do local, os filhotes acabaram ganhando superpoderes como heróis de histórias em quadrinhos. Cada um ganha um poder que é desenvolvido a partir da personalidade/habilidades do personagem, exatamente como acontece no desenho animado!

Chase se transformando para usar seu super poder!

Jogamos juntos todas as fases e elas são bem variadas, mas os objetivos são sempre os mesmos: salvar alguém em perigo, pegar todos os biscoitos caninos e os três distintivos escondidos da Patrulha Canina. Fica um pouco repetitivo, mas é o esperado em jogos para crianças com idade mais baixa, para manter o foco e também para que o interesse não seja perdido. Parabéns para a Outright Games por conseguir prender o Joaquim por mais de 60 minutos seguidos jogando… é um feito e tanto!

Graficamente o jogo é impecável. Ele tem exatamente os gráficos esperados e as crianças se sentem acolhidas por seus personagens serem exatamente como nos desenhos, um grande ponto positivo aqui. Joaquim disse em um momento que “Eu sinto como se estivesse jogando o desenho e não só assistindo!”. E foi bem legal perceber que ele já tem uma capacidade de entendimento bem grande sobre o que os videogames devem realmente significar!

A jogabilidade é bem simples e consiste em explorar as telas para coletar itens e fazer com que a história ande. Apesar de ser um jogo plataforma 3D, a câmera do jogo não é um empecilho para os pequenos que teriam que controlar dois analógicos, a câmera se ajusta automaticamente e permite que os pequenos joguem tranquilamente sem se preocupar com ela. E ao contrário de muitos jogos que fazem isso de maneira ruim, a experiência que tivemos foi muito satisfatória e pudemos completar as telas sem problema algum por conta da câmera.

A jogabilidade simples é um grande atrativo para os pequenos!

A localização do jogo para o português brasileiro é muito boa, foram usadas as mesmas vozes que no desenho animado, o que torna o jogo ainda mais familiar para as crianças, mas sofre com alguns problemas de corte de frases e repetições um pouco estranhas. Deve ser corrigido em breve em um novo patch e não é nada que desabone o jogo nesse quesito, já que é algo que pode facilmente ser corrigido.

Ao passar cada fase, o jogo libera itens colecionáveis e, na minha opinião e do Joaquim também, a melhor parte do jogo: os minigames. Os jogos são bem simples, porém bastante divertidos e vão desde fazer os filhotes dançarem numa espécie de Pump it Up canino, até pular corda com seu filhote favorito. São sete minigames e alguns deles possuem mais de uma fase, com dificuldade um pouco mais elevada a cada fase mas nada que os pequenos não consigam jogar.

O minigame Pup Pup Boogie lembra e faz referência ao famoso Pump it Up, dos arcades!

Veredito

Apesar de ter pequenas falhas em alguns lugares, a segunda aventura da Patrulha Canina nos consoles é sensacional e merece um grande destaque como um jogo extremamente inclusivo para os pequenos. Qualquer um pode jogar e o fato de o jogo ter áudio em português do Brasil (e em outros 15 outros idiomas) faz o jogo ser inclusivo até para os que não sabem ler ainda. Para quem tem filhos pequenos é quer trazê-los ao mundo dos videogames, é uma excelente porta de entrada, já que a maioria das crianças conhece os filhotes da Patrulha Canina.

Já o veredito do Joaquim é… “Quando sai o próximo? Espero que eles tragam ainda mais novidades pois eu gostei bastante desse!”. É… parece que a “Patrulha Canina tá com tudo!”.